Heavy Love - Pura Semente Dura o Futuro Amor -

Domingo, Dezembro 19, 2004

Um de meus contos

Minha vida na avenida principal

Andava pela avenida principal e de lá podia ver o mar; era mais uma de mihna tardes alienadas: as ondas vinham voluptuosamente beijar a areia da praia. Eu não via o mundo se movimentar a minha volta, estava completamente imersa dentro de mim mesma. Minha distração era tamanha que não vi uma criança chorando sentada em um banco do calçadão onde acabara de sentar-me. O prando soou tão alto que de repente acordei do meu sonho paralelo.
Toquei-lhe o rosto e perguntei-lhe o por quê do seu choro e a muito custo falou a palavra “ma-mãe” em meio a lágrimas e soluços. Eu não sabia o que fazer, mas mesmo assim segurei-lhe a mão e disse-lhe para ficar calma pois logo encontraríamos sua mãezinha, entretanto ela prosseguiu e chorou por muito tempo.
Caminhamos de mãos dadas até uma barraca onde coloquei-lhe sobre uma das mesas e comprei-lhe água, pois talvez assim se acalmasse, mas isso não aconteceu. Com muito esforço a fiz descrever as roupas e a fisionomia da mãe, então a coloquei em meus braços e nós saímos a procura da tal senhora.
Quando percorríamos a orla pela segunda vez seguida já era quase noite e ainda não haviamos a encontrado. A menina suavemente deixou sua cabeça cair-se sobre meu ombro, sua triste face parecia uma tela pintada à mãos de anjo, ela quase adormecera, mas repentinamente a infante recomeçou a chorar enquanto passávamos fronte a uma mulher estirada no chão com uma bala cravada no peito. O choro daquela criança foi choro desesperado, alucinado; pobre criança, tão pequena já era orfã de mãe.
Minha primeira reação, que diga-sse de passagem demorou muito, foi soltar a menina, que correu freneticamente àquele corpo de mulher que não mais se movia. Fui atrás dela e procurei na bolsa daquela mulher algum indício de onde estaria a sua família, não havia nada interessante além de uma identidade e um cartão de prostíbulo. Perguntei aos guardas que ali chegaram se a conheciam, e eles disseram com tom de desprezo:
-Todas elas acabam assim.
Não havia dúvidas, a realidade era aquela mesma, triste e cruel. Beatriz, esse era o nome da criaturinha que enternecera meu coração, foi levada ao juizado de menores, a coitada só tinha a mãe, e estava, a partir daquele dia, completamente só.
Ao chegar em casa tomei uma ducha quente e fui direto para a cama. As recordações daquele dia me vinham a mente como um filme interminável: o choro, o transtorno, o desespero, a morte, e por fim a solidão pela qual aquela criança passaria. Todas as imagens afloravam da minha mente como um longametragem de tristezas e infelicidades cuja personagem principal era aquela criancinha pueril. Me assutei a me ver espectadora de mim mesma e testemunha dos meus próprios atos. Uma importante decisão devia ser tomada, por isso exitei muito antes de decidir-me, essa poderia ser, talvez, a mais importante resolução da minha vida.
Trinta anos se passaram, ando pela avenida principal e daqui posso ver o mar, é mais uma de minhas tardes, dessa vez proveitosa. Vejo minha netinha Mariana, filha de minha querida Beatriz, brincar com as ondas que meigamente abraçam a areia da praia.

Esse contos está presente na 4ª Antologia de Autores Contemporâneos da Câmara Brasileira de Jovens Escritores

Coment

Espero que comentem...

Sábado, Dezembro 18, 2004

Um pouco de nada

Um pouco de nada

Um pouco

TESTE PSICOLÓGICO

TESTE PSICOLÓGICO

Esse e um teste psicológico de verdade. E a historia de uma garota. Que durante o funeral de sua mãe, encontrou um rapaz que nunca tinha visto antes. Ela achou o cara tao maravilhoso que acreditou ser o homem de sua vida. Apaixonou-se. Dias depois, ela matou sua irmã. Questão: Qual o motivo da garota ter matado sua irmã? Não desça ate o final antes de ter pensado em uma resposta!
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* Ela esperava que o rapaz pudesse aparecer de novo no funeral de sua irmã. Se você acertou a resposta, pensa como um psicopata. Esse é um famoso teste psicológico americano para reconhecer a mente de assassinos seriais. Muitos assassinos presos acertaram a resposta. Se errou... Bom pra você e para seus amigos.

Novidades

Olá, tenho novidades. Um conto meu vai ser publicado em uma coletânia da Câmara Brasileira de Jovens Escritores. Neste livro não usei meu codinome, tem Cláudia Cristina de Araújo, mesmo.

Você pode adquirir o 4º volume da Antologia de Contos de Autores Contemporâneos (O livro que vou participar) ATÉ O DIA 22 de dezembro de 2004 - enviando cheque nominal à Gláucia Helena, no valor total do pedido, para Rua Crundiúba 71/201F - Rio de Janeiro/RJ - CEP 21931-500, ou fazendo um depósito correspondente no Banco Itaú - conta-corrente nº 01380-4 - Agência 1595 - em nome de Gláucia Helena. Depois é só avisar por carta, e-mail, fax ou telefone (21) 3393-2163. Os livros serão despachados a partir do dia 15 de janeiro, via Correios (como encomenda registrada). O preço de cada exemplar é R$22,00 (vinte e dois reais) já incluídas as despesas de remessa, e você pode reservar/adquirir quantos exemplares quiser, ao preço de R$22,00 cada exemplar.

Mais informações:
http://www.camarabrasileira.com
cristina_winnie_crazy@msn.com

Espero comentários.

Terça-feira, Dezembro 14, 2004

Todo amor vale a pena... se a alma não for pequena!

Desta vez, não demorou para apaixonar-me. Por um rapaz de 19 anos, eu tinha quase 15, na época. Ele era um verdadeiro vagabundo, em bom inglês, a scamp... Estudava obrigado pelos pais, ia à festas todos os fins de semana e sempre acompanhado de uma garrafa de wiskey, ou vinho, ou cachaça mesmo. Não era o chamado pinguço, bebia pelo gosto. Talvez a sua vida desregrada fosse o que mais me atraísse nele. Só havia um problema, ele era apaixonado pela minha melhor amiga, aquela mesma do outro rapaz. Numa certa noite, quando eu estava triste e só em casa por causa de da traição pela qual passei, ele chegou. Veio buscar não sei o quê. Só lembro que o 1º de muitos beijos nasceu ali, no sofá da sala (onde muitas outras coisas aconteceram). Minha amiga ficou um pouco receosa quando soube que estávamos nos envolvendo, então, ele brincando, perguntou se podia ficar com as duas e nós, brincando, respondemos que sim. Assim, dividimo-lo. Não posso mentir que eu era, e ainda sou, um pouco ciumenta. Não é mentira, também, que ele gostava disso. Pode parecer coisa de louco, mas foram tempos bons. Assim, ele foi nomeado meu namorado oficial (para a minha mãe, já que a minha amiga já tinha namorado), sendo que podia ter, como ele dia, ter amantes, sendo que ela era proibida, por ter um relacionamento estável (Risos...). Assim, tardes eram ocupadas nisso, íamos os três assistir filmes uns nas casas dos outros, tudo corria muito bem, na medida do possível. Quando um certo dia nós brigamos, por que motivo? Porque eu estava com ciúmes dele. A verdade é que tudo foi coincidindo. Nós brigamos, então ele me perguntou: "Cris (com aquele cris que só ele sabe fazer), por que vc não tem outro? Vc devia usar desse direito...". Eu fiquei muito ofendida, eu realmente gostava dele, e digo que até hoje ainda gosto. Ele, então, rindo, disse: "Tem um amigo meu, o Negão, supergentefina...". Eu então fiz aquela cara que só eu sei fazer de "assim seja, já que vc quer" e disse: "Vc sabe que eu sempre faço tudo que vc deseja, Thiago.", ele, então, ainda rindo, disse: "Faz mesmo?". Eu respondi: "Vc sabe que sim.". Então ele disse: "Então vamos agora...", e cruzou os braços nas minhs costas e subimos para o meu apartamento. Momentos inesquecíveis. No outro dia, quando estávamos os três no shopping, eu, ele e a Rafaella, a minha melhor amiga, eis que aparece um Negão de nome Luís Carlos. O Negão. Muito lindo por sinal. Ele olhou pra mim com um olhar entorpecente, na mesma hora pensei: "O cachorro do Thiago deve ter falado com ele.", aí fiquei com o cara enquanto ele ficava com a Rafaella. Saindo de lá, o Negão foi pra casa e eu e ele fomos deixar a Rafaella em casa. Quando íamos em direção ao meu apart ele falou, ironizando: "Ontem se fez de ofendida, mas hoje, hein?". Aí respondi: "Vc não mandou. Obedeci.", "Obedeceu feliz, pelo que vejo.", "Não, isso não é verdade, foi quase um sacrifício.". Ele respondeu: "Talvez...". "É, sim", falei eu, sendo interrompida por beijos, abraços, mãos maliciosas. Assim nós permanecemos por um bom tempo. Quando uma noite ele apareceu em minha casa e rasgou nosso relacionamento em pedaços, dizendo que devíamos terminar pois ele não queria me ver sofrer, não queria me ver chorar. Eu, pela primeira vez fui direta: "Vc está me dispensando?", ele disse que não. Dias depois descobri que ele estava com uma séria doença de saúde, que poderia morrer a qualquer momento. Liguei-lhe, interroguei-lhe sobre isso. Ele não respondeu, mas soube que ele passara dois dias internado por ter parado de respirar por quase dez minutos. Voltamos a nos encontrarmos. Até que um dia, em uma de nossas aventuras, numa rua escura, ele broxou. BROXOU. Sua cara de envergonha foi tão grande que tive pena dele. Só sei que depois daquele dia ele sumiu da minha vida, eu lhe ligava e ele não atendia. Ia a sua casa, ele mandava dizer que não estava. Hoje, não sei ao certo se está vivo. Disseram-me que ele morreu, mas não pude confirmar.Não sei mais nada sobre ele. Só sei que ainda o amo. E que não me arrependo de nada, só de não ter vivido mais coisas ao lado dele.

Sementes, incontáveis, sempre murchas.

Algum tempo depois de nós acontecermos ele contou-me que era apaixonado por seu melhor amigo, aquele mesmo que foi ao cimena no dia que nos entregamos. A vida é bela e cruel, quando despida. Meu coração, coitado... ainda hoje tenho pena por tudo que ele sofreu.

Rosas, nunca as vi.

A minha vida nunca foi um mar-de-rosas.
Desde sempre tenho-me desiludido com a vida, com os amores, com os prazeres.
Meu primeiro amor foi aos 6 anos. Não pense que foi um amor curto, de criança. Foi, sim, muito infantil, mas durou 5 anos, dos quais até hoje guardo marcas. Um amor platônico. Meu primeiro amor platônico. Eu sofria irremediavelmente. Minha vida era um caos. Não sabia mais o que era real e o que era imaginário, não conseguia distinguir o que era vida e o que era sonho. Tinha pesadelos horríveis, paralizantes. Depois de algum tempo comecei a ter insônia. Tinha medo de dormir. Mas, passados alguns meses minha vida melhorou. Tinha, então, 11 anos. Apaixonei-me novamente. Por um garoto mais velho que eu, não sei se por causa de minha mente estranha ou meu corpo evoluído para a idade, só sei que ele estava no 3º ano do ensino médio, e namorou comigo. Com ele, aos onze anos, perdi minha virgindade, não de modo trágico, mas a perdi. E, risos, desde aquele dia, nunca mais encontrei-a. Entreguei-me, então, aos prazeres da carne, de corpo e mente, já que minha alma não me pertencia. Achava-me eu, feliz. Assim pensava. Mas a vida, mais uma vez brincou comigo. Ele, em uma tarde fria de inverno, partiu. E nucna mais retornou. Fiquei só, aí então, entreguei-me a concupiscência que havia dentro de mim. Eu mesma devia me satisfazer de lá pra frente, e assim o fiz. A vida foi correndo, e eu só. Quando uma manhã quente, após uma longa seqüência de auto-prazer vi que já havia-se passado 1 ano. Havia mudado de escola e que tudo a minha volta era vazio. Sentia-me presa do cárcere colorido da mais livre loucura, assim como dizia minha amiga Mylkleane. Sabia eu que poderia fazer amor com 1 milhão de pessoas numa noite, mas sempre voltaria só para casa. Sofria irremediavelmente. Meu coração uivava a Lua, gritava aos sete véus que precisava sobreviver àquela má fase. E acredito que alguém escutou. Eis que apaixono-me novamente. Tinha então quase 13 anos de idade. Apaixonei-me por um rapaz que conheci numa festa, aproximei-me dele, tornamo-nos, então, melhores amigos. A beleza e a simpatia dele impressionaram-me. Passamos mais de 2 anos apenas como amigos, quando numa noite... bom, vou-lhes contar:
Haviamos marcado no cinema eu, ele, a namorada dele o melhor amigo dele. Por conta de contratempos a namorada dele não pôde ir e eu cheguei muito atrasada, ele já havia entrado na sessão. Eu fiquei muito chateada, era apaixonada por ele, eu morreria por ele, mataria por ele, caminharia sobre o fogo por causa dele. Eu muito chateada, estorei a conta do cartão, comprei muitas e muitas coisas, mas isso não vem ao caso. Só sei que em uma das lojas que eu estava saindo o encontrei. Ele pediu milhares de desculpas, mas eu estava realmente magoada. Então ele olhou-me com olhos pronfundos, infinitos que só ele sabe olhar e beijou-me. Beijou-me longamente. Como em nenhum de meus sonhos havia imaginado. Mas, meu Deus, no outro dia tudo voltou ao normal, exceto a namorada dele, que terminou com ele, pois a melhor amiga dela estava no shopping e viu tudo. Não tudo, pois o tudo se prolongou noite afora, mas isso também não vem ao caso. Meu coração estava inundado de felicidade, tão passageira quanto nuvens carregadas de gostas no interior do nordeste do Brasil. Logo, meu centro de armazenamento sentimental secou, como folha que cai em pleno outono, o único problema é que na linha da vida era primavera. E eu estava deixando a vida passar. Eu, mulher-estátua, parada para o tempo.

Segunda-feira, Dezembro 13, 2004

História Sem Título

Quando tinha 14 anos apaixonei-me por um rapaz, muito inteligente, que me virou a cabeça. Logo que nos conhecemos, no identificamos em tudo. De A a Z. Em tudo combinávamos. Certo foi, que no primeiro dia que nos conhecemos juramos, um ao outro, amor. Assim premanecemos por 5 meses até o dia em que ele me traiu, sem a delicadeza nem de me informar disso. Soube pelo seu melhor amigo, que era o namorado da garota com quem ele me traiu. Que história, não? Não mesmo, depois disso, achando pouco o que tinha feito, começou a encantar a minha melhor amiga, coisa em que ele é mestre. Eles acabam por namorar, eu ainda tive que 'ficar de vela'. Logo nessa época uma amiga minha, Glenda, voltou da Holanda e ele fez de tudo para separarmo-nos umas da outras, a que ele namorava, a que chegou e eu. Mas, não deixamo-nos levar por isso. Ela terminou com ele. Voltamos a sermos amigas como antes. Ele veio importunar-me, mandando-me mensagens de conteúdo que dizia que ele sempre estaria aberto para mim, que ainda poderíamos voltar. Mas a vida nos faz levarmos quedas para aprendermos, não para continuar errando. Depois de algum tempo vc consegue diferenciar o certo do errado, quando camuflados por palavras doces... Claro que não aceitei.

Viver, leva tempo...

Demorei um ano para curar-me da dor.

Um pouco sobre mim

Antes de qualquer coisa, desejo apresentar-me. Meu pseudônimo é Cristina Winnie, espero que habituem-se a ele. Sempre gostei muito de de falar sobre mim e essa é uma oportunidade ímpar de fazê-lo, sem ter que, necessariamente, identificar-me. Pois para esses assuntos sou um pouco tímida.
Se algum de vcs que lerem o meu blog quiserem me mandar alguma mensagem, é só mandar para:

cristina_winnie_crazy@msn.com

Espero ansiosa por suas mensagens.